Ele é o atual campeão brasileiro de enduro de regularidade, título conquistado na temporada passada (2011) e na atual vem deixando para trás todos os seus adversários em busca do bicampeonato nacional na principal categoria das motos, a máster. Assim, de prova em prova, o catarinense Guilherme Cascaes, 28 anos, tem se tornado um dos pilotos mais regulares do motociclismo off-road do país, uma vez que está liderando o campeonato brasileiro de enduro de regularidade, evento comandado pela Confederação Brasileira de Motociclismo (CBM). Cascaes começou bem o ano, vencendo, nada mais, nada menos, que uma das provas mais competitivas do país, o Rally Cerapió, em janeiro.

“Estou tendo um excelente ano na minha carreira. Venci, além do Cerapió, quatro das seis provas do Brasileiro até agora, entre elas, o Rally Serra Mar, no Sul do Brasil, e o Transbahia. Estou me dedicando bastante, e confiante, no bicampeonato brasileiro em 2012”, diz o piloto da cidade de Tubarão.

Mas ser campeão brasileiro não é fácil. Pra vencer o campeonato em 2011, Cascaes encarou altas disputas, pois teve problemas mecânicos em três provas, o que o deixou boa parte do campeonato pra trás. Porém, conseguiu vencer algumas provas, como no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina e algumas etapas, como as do Rio de Janeiro e do Paraná, além de fazer pódio em quase todas as demais. Como se manteve regular em todas as provas, na soma geral, conquistou o nacional com uma diferença de apenas dois pontos para o 2º colocado. Suado, mas foi.

Cascaes disse que era muito importante começar o ano bem, por isso queria muito conquistar o primeiro lugar no Cerapió. “Em provas de longa duração, como o Cerapió, tem que manter a regularidade nos resultados, pois vence quem somar o maior numero de pontos em quatro dias. Essa prova, em particular, possui muito roteiro e longas quilometragens, então tem que pilotar muito concentrado e não deixar que o desgaste físico atrapalhe. Consegui vencer os três primeiros dias e pude administrar o resultado no último dia, sem arriscar”. Em 2011, na sua estreia no Piocerá, sem conhecer nada da região e do clima, ele chegou a liderar a prova no terceiro dia, quando teve problemas mecânicos e não completou a etapa. “No quarto dia, consegui uma moto alugada e terminei o rally em terceiro lugar geral na master. Com certeza, neste ano fui com gostinho de revanche e consegui a vitória”.

“Com certeza, em 2013 vou ‘com a faca nos dentes’ para conseguir minha segunda vitória no Rally Piocerá, dando um passo de cada vez para quem sabe, um dia, ultrapassar esses números de vitórias (vitórias a que ele se refere são os títulos dos pilotos másteres da Honda - Sandro Hoffmann, que venceu por seis vezes, e o mineiro Dario Júlio, que abocanhou três títulos de campeão)”.  Além do Cerapió, o catarinense está disputando os campeonatos Catarinense, Sul Brasileiro e Brasileiro de Enduro de Regularidade, além do Enduro da Independência. Uma das, se não a maior dificuldade de provas como o Piocerá, é o tipo de terreno e clima nordestinos. “Como moro no Sul do Brasil, onde as temperaturas são mais baixas e o terreno é mais molhado, acaba que tenho que me superar mais ainda. No Cerapió, andamos com temperaturas, às vezes, perto dos 40 ºC e com terreno bem arenoso e seco, onde o desgaste físico é muito maior”, exemplificou o campeão.

 

Aldeia Com.

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